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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

A ultima balsa, e a última valsa, para Ancapistúria

A ultima balsa, e a última valsa, para Ancapistúria (link)
Tadeu Rodrigues
Brasil, 2020


A ultima balsa, e a última valsa, para Ancapistúria


Ancapistúria é uma ilha. Ou seja, não tem nenhuma conexão com o resto do mundo. É o único lugar onde nazistas recebem asilo. Mas isso está para mudar, pois essa associação com nazistas está fazendo mal para os negócios. Foi decidido que uma última balsa iria partir para Ancapistúria levando esses revisionistas do Terceiro Reich, já que muita gente interessante para o Mercado ancapisturiense ainda estava fora da ilha.

Você não é um desses poucos escolhidos. Mas sabe que, se ficar para trás, acabará preso. Pior ainda, talvez seja morto por esses esquerdistas. Para sua sorte, existe uma chance: cada pessoa escolhida para essa balsa tem direito a levar um acompanhante. Na noite que antecede o embarque, tradicionalmente uma valsa é oferecida aos passageiros. Você gastou muito de sua influência para conseguir um ingresso para essa festa. Talvez, durante a valsa, você consiga convencer alguém a te levar com você. Mas, para complicar ainda mais a sua situação, você não tem a menor ideia de quem são os passageiros nazistas, no meio de todos os passageiros da balsa. Resta a você descobrir, na última valsa, se terá uma oportunidade de ingressar a última balsa.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

andando na rua, sendo espancado

andando na rua, sendo espancado (link)
Luiz Prado
Brasil, 2018


(...) Cada larp, pensado como obra artística, encerra proposições que fundem forma e conteúdo. Retirar a fala, desviar o contato visual e propor a introspecção são soluções formais para tratar do estado de espírito suicida: um sentimento esmagante de solidão e uma expectativa envenenada de ansiedade.

No outro papel, a interrogação diante do que se passa com o suicida. Dúvida que é comumente lida como descaso e abandono, tornando-se combustível para a morte.

Como sempre no larp, é uma dialética dos afetos, vestida com o signo da ficção. Dessa vez, escolhi o contato físico (...) como protagonista por entender que, às vezes, os corpos dialogam melhor através do calor, do cheiro e do tato. Há verbo demais, cheio de ruídos, mentiras e balões de gás. Abrace o outro e não transforme isso numa aberração.